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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

GOVERNO VAI FECHAR HOSPITAIS PSIQUIÁTRICOS DA BAHIA

                                                                                                         
Funcionários , pacientes e parentes fazem
protesto contra o fechamento do Juliano Moreira
Depois de deixar o Centro de Convenções desabar; fechar o Instituto Mauá, órgão que incentivava o artesanato em todo o Estado da Bahia ; além de acabar com a EBAL ,onde os pobres compravam mais barato, e a EDBA - Empresa de Desenvolvimento Agrário que dava assistência técnica aos pequenos produtores rurais, o governador Rui Costa está prestes a fechar os quatro hospitais psiquiátricos que funcionam na Bahia causando grandes transtornos às famílias humildes que têm parentes com doenças psiquiátricas graves como a esquizofrenia.
Existe há alguns anos uma política implantada pelos ideólogos de esquerda sobre a política de saúde mental que prega o fim dos manicômios. Ao invés de reformular estes hospitais, simplesmente o Estado quer lavar as mãos fechando-os e abrindo ambulatórios, que todos sabemos não funcionam como deveriam. O doente mental crônico transtorna toda a vida de uma família. Somente um hospital especializado tem condições técnicas de receber um doente deste e tratá-lo com deve. O que não pode é o hospital psiquiátrico virar um depósito de loucos, como acontecia antigamente. Mas, fechar é pior ainda.

                                                                               PREJUDICIAL

Sob o título de Reorientação do Modelo Assistencial de Saúde Mental a Secretaria de Saúde do Estado está ultimando as providências para fechar definitivamente os Hospitais Juliano Moreira e Hospital Especializado Mário Leal Ferreira em Salvador e o Hospital Especializado Afrânio Peixoto , em Vitória da Conquista e o Hospital Lopes Rodrigues em Feira de Santana, que somam um total de 217 leitos para todo o Estado da Bahia que tem hoje mais de 8 milhões de habitantes. 
O que seria lógico era aumentar o número de leitos que é insuficiente , sendo que Salvador com  mais de 3 milhões de habitantes tem apenas 158 leitos, Feira de Santana com 40 e Vitória da Conquista com 16. 
Na proposta da  Secretaria de Saúde do Estado de cada 5 doentes atendidos na urgência desses hospitais , um deles necessita de internamento. Portanto, só este dado já justifica o funcionamento e até ampliação dos hospitais psiquiátricos.
Para a psiquiatra Fabiana Nery o fechamento dos hospitais vai deixar desassistidos cerca de 10% da população com transtornos mentais e os CAPS que vão substitui-los não terão estrutura para atender essas pessoas. 
Ela defende " a reformulação e modernização dos hospitais e considera o fechamento inadequado,  cruel com os pacientes e familiares que sofrem com a desassistência no momento em que mais precisarão."

                                                               REAÇÕES

                         Fotos Google/Correio da Bahia                                           
Manifestantes contra o fechamento

A Justiça Federal deferiu pedido liminar formulado conjuntamente pelo Ministério Público Federal ( MPF ) e Ministério Público do Estado da Bahia ( MP-BA) e a Defensoria Pública visando evitar o fechamento dos hospitais. 
Enquanto isto , familiares e funcionários dos hospitais fizeram um abraçaço no último dia 31 de outubro protestando contra esta medida esdrúxula que vai atingir em cheio as populações de baixa renda que tem parentes doentes mentais e não tem condições de mante-los em suas residências.
Um exemplo é o professor Sérgio Bacelar, de 45 anos, que tem dois irmãos esquizofrênicos. Com esta proposta eles seriam transferidos para os Centros de Atenção Psicossocial ( Caps ) atualmente administrados pela Prefeitura. Na realidade a Secretaria de Saúde do Estado quer lavar as mãos e transferi o problema para a Prefeitura de Salvador.
Para a presidente do grupo Beija-Flor de Apoio à Saúde Mental, Maria Figueiredo,irmã de dois pacientes do Juliano Moreira "Uma vez interrompido o tratamento,os danos causados são irreparáveis". 
O Coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde, dr. Quirino Cordeiro esteve em Salvador e constatou que a Bahia apresenta uma rede psicossocial das mais precárias do país e por isto o deixou preocupado principalmente com esta decisão do Governo baiano porque vai provocar a desassistência à população.
O Cremeb é contra o fechamento e vários outros órgãos .Porém,  o Governo diz que vai fechar e todos alegam falta de diálogo. Esta postura autoritária precisa ser combatida, porque quem banca este serviço é o cidadão. Já chega de decisões desastrosas.




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